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domingo, 20 de novembro de 2011

Hell on Wheels 1x01 e 1x02 – Review



Hell on Wheels é a mais nova aposta da AMC, emissora que é a casa de algumas das séries de maior sucesso atualmente, além de geralmente serem de ótima qualidade, como Breaking Bad, Mad Men e The Walking Dead (essa última anda meio fraquinha...).

HoW me chamou a atenção por ser uma série de época, por conter os temas vingança e ganância, além de ser da AMC por si só, já que é certeza de uma boa produção.

Queria escrever esse review quando saiu o primeiro episódio, mas resolvi esperar para ter uma opinião mais formada a respeito da série. E acho que eu fiz certo, já que no segundo episódio as coisas começam a fluir melhor e os personagens a se desenvolver.

Logo no início do primeiro episódio, é possivel notar a bela fotografia empregada, que caracteriza bem o clima pesado da história e das locações. Hell on Wheels fala da construção da ferrovia Pacific Railroad, chamada de Hell on Wheels pelos trabalhadores, que passa bem no meio de território indígena, o que ocasiona constantes conflitos entre os índios e os trabalhadores. Mas claro, a construção da ferrovia é apenas o pano de fundo para a história de Cullen Bohannon, um ex-soldado confederado que está em busca de vingança pela morte da esposa. Além dele, existem outros personagens importantes, como Thomas Durant, um dos personagens mais legais até agora, manipulador, ganancioso e muito intelignte. Elam, ex-escravo que percebe que a vida como homem livre não é muito melhor. Lily Bell, a mulher que está fugindo dos índios depois da morte do marido. No segundo episódio surge outro personagem muito bom, o “sueco”, excelentemente interpretado por Cristopher Heyerdahl.

Técnicamente falando, a série é ótima. Além da já falada fotografia, a direção e o roteiro são ótimos e as interpretações quase sempre excelentes. Apenas uma cena ficou devendo na minha opinião, no primeiro episódio, a cena onde Lily e seu marido lutam contra um índio. É arrastada e a montagem é estranha. A trilha também não funciona nessa parte, que ficou simplesmente tosca. Mas é só uma cena, nada que estrague a experiência, que nestes dois primeiros episódios é muito agradável. Se fosse dar uma nota para os episódios, daria um 8,0 para o primeiro e um 9,5 para o segundo. O que conta, é que a série já me prendeu e estou ansioso pelos próximos episódios. Ao que tudo indica, a AMC acertou denovo. Só estou na dúvida de o quanto esta série pode se extender, tendo uma premissa que parece que vai se cumprir a curto prazo. Mas, também me perguntava isso sobre Prison Break, e esta rendeu quatro excelentes temporadas. É esperar pra ver.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

The voices of a distant star - Review


A alguns meses comprei um One-shot na livraria que me chamou muito a atenção pela pequena sinopse "Muitos anos-luz separam um casal de amigos. Para continuarem próximos eles trocam mensagens pelo universo" essa é a premissa pela qual a história de The voices os a distant star gira, a tradução literal do titulo seria "As vozes de uma estrela distante" e digo que não me arrependo.

História


The voices os a distant star é um mangá volume único baseado em uma animação japonesa de mesmo nome escrita e animada por Makoto Shinkai, que se tornou famoso por ter feito a animação sozinho, isso mesmo, ele fez o anime longa metragem sem uma equipe ou produtora, e diga-se de passagem e o resultado foi muito bom.

O mangá conta a história de uma casal de amigos que se separam após Mikako Nagamine que é a garota, partir em uma viagem espacial para um planeta distante habitado por Tahcians que são um tipo de alienígenas primitivos. Noboru que o garoto fica na terra e continua levando sua vida normal, alias a história se passa no ano de 2046. Separados ambos guardam um amor não declarado um pelo outro e continuam se comunicando por mensagens eletrônicas enviadas através do espaço. Conforme Mikako vai se distanciando mais e mais da terra as mensagens começam a levar mais tempo para chegar e isso os vai afastando consequentemente.

Noboru descide então continuar a sua vida e tenta se relacionar com outras garotas para esquecer o seu amor que jaz tão distante. Em contrapartida Mikako enfrenta crises, medos e até traumas ao ver colegas de missão sendo mortos pelos tais alienígenas. Mesmo separados o amor dos dois permanece porém chega a um ponto que cada mensagem começa a levar cerca de um ano para chegar a terra, e assim aumentando o tempo gradativamente. Noboru já não sabe se deve esperar a "amiga" pela qual ele é apaixonado, pois a distancia é tão grande que talvez nunca mais se vejam ou consigam se falar.

Bom como essa história termina fica a critério de quem ler, mas o fim ficou muito bom na minha opinião. A história em geral tem uma premissa muito original, mesclando o clima de romance com um mundo em um futuro não exagerado unido a dramas crises e questionamentos sobre diversos ângulos e aspectos. O clima no mangá é bem bucólico e triste, sempre levantando perguntas sobre sentimentos e correspondência amorosa, porém de uma forma leve e agradável. Quero deixar claro que a relação dos dois apesar de ser situada em uma fantasia é extremamente real e humana. É difícil ver histórias que retratem com tanta verdade e humanidade a relação de duas pessoas tímidas que perderam a oportunidade de ficarem juntos.

Arte do mangá


O mangá vem com a proposta de levar a história do anime para as páginas sob os desenhos de Mizu Sahara que são competentes, mas na minha opinião genéricos no quesito designe de personagens, isso por que ao ler o mangá várias vezes me perdi, pois não sabia diferenciar alguns personagens. os cenários são simples, mas combinam bem com o clima que a história deseja passar. Apesar de escacez de detalhes nos cenários fica claro que a proposta do mangá não é ser quadro realista, pois o mangá se concentra na história e no drama vívido pelos personagens.

Para mim a arte do mangá me passou a impressão de que tudo aquilo era uma espécie de lembrança sendo mostrada ao leitor, pois quando temos lembranças elas se apresentam como imagens escassas de detalhes com partes brancas nos cantos. Claro isso no mangá, pois no anime tudo é nítido e claro. Para finalizar a capa do volume assim como as capas internas apresentam desenhos pintados em aquarela que passa a mesma sensação de leveza, simplicidade e tranquilidade da arte em geral.

Edição Brasileira


A capa do mangá é a mesma da original japonesa, a parte interna tem os desenhos também correspondentes nas edições japonessa e americana. No mangá publicado noa EUA as páginas iniciais são coloridas, já a nossa edição não teve esse tratamento especial, o que é uma pena, pois por ser um volume unico e ter pinturas em aquarela fica a sensação de que ficou faltando algo. A tradução está muito boa, assim como as adaptações na grafia interna do mangá. O papel é o habitual encontrado nos mangás da panini. O indice do mangá na minha opinião ficou muito simples e deixa a desejar. No geral a edição da panini ficou dentro da média devido ao valor e ao numero de páginas.

Considerações Finais


Recomendo The Voices os a Distant Star por ser uma leitura diferenciada, agradável e que adiciona bastante ao psicológico de quem lê, alem de conseguir ir criando uma expectativa para ao leitor a cada capítulo. Fique ai com o prologo do mangá para incentivar a sua leitura.


Eu tenho saudade de várias coisas.


Das nuvens de verão e da chuva gelada.


Do aroma do vento de outono e da maciez da terra na primavera.


Da sensação de conforto ao encontrar uma loja de conveniência aberta no meio da noite.


Do ar fresco no caminho de volta para casa depois da aula.


Do cheiro do apagador do quadro negro.


Eu sempre quis compartilhas essas sensações com você.


The Voices of a Distant Star

Volume único

Valor: R$ 10.90

242 Páginas

Nota: 9

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Falling Skies renovada para 2ª temporada


Falling Skies acaba de ser renovada para a segunda temporada, segundo anúncio do canal TNT e notícia doTVGuide. A nova temporada terá 10 episódios a serem exibidos no próximo verão americano.
Falling Skies é uma série excelente, desde sua história ambiciosa,  elenco e equipe de produção de alto padrão até seu fenomenal sucesso internacional,” disse o chefe de programação da TNT, Michael Wright, em comunicado. “Estamos alcançando novas audiências com Falling Skies e querendo saber onde essa fascinante e excitante série nos levará.”
A série de uma hora, de Steven Spielberg, conta com Noah Wyle interpretando um professor de história que ajuda um exército de resistência a proteger sobreviventes no surgimento de um ataque alienígena.
Falling Skies se tornou a melhor estreia de TV a cabo quando estreou com 5,9 milhões de telespectadores. A série mantém uma média de 5 milhões de telespectadores.

Naruto Capa do Volume 58

E ai pessoal trazendo aqui a capa do volume 58 do mangá Naruto que deve ser laçado no japão no dia 04/11/2011 e abrange do capítulo 545 ao 554 do mangá.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Mito de Arata Vol. 1 – Resenha





Este mês estreou outro mangá Shounen pela Panini, O Mito de Arata, da autora de Shoujos Yuu Watase. Nunca li nenhum outro título da autora, mas sei que este é o seu primeiro shounen de ação e aventura.

Neste primeiro volume o que se pode dizer é que a história é bem batida. Arata é um jovem de um mundo bem diferente do nosso, onde magia e o convívio com deuses são coisas normais. Ele tem que se passar por mulher em uma cerimônia para ajudar a sua avó e seu clã. Mas as coisas dão errado e ele acaba sendo acusado de assassinato. Durante sua fuga, ele acaba entrando em uma floresta e vindo parar no Japão atual. Enquanto isso, Arata Hinohara é um garoto japonês com alguns problemas. Pra começar ele sempre sofreu bullying na escola, e acabou até mesmo desenvolvendo uma depressão por conta disso. Hinohara tem esperança de recomeçar em uma nova escola, e a princípio tudo vai bem, até um de seus antigos colegas aparecer na escola e acabar novamente com a vida do rapaz. Se sentindo traído por um de seus novos amigos, Hinohara diz que gostaria de desaparecer. Nesse momento, ele é mandado para o mundo
do outro Arata, onde vários perigos o aguardam.

Neste primeiro volume, a autora conduz a trama de uma forma muito clichê. Diálogos, situações e personagens que remetem não só aos clichês de fantasia, mas também a alguns clichês “nipônicos” mesmo, como reações exageradas e situações comuns em mangás de comédia (como cair em um local cheio de garotas nuas e levar muita porrada por causa disso). É fácil garantir que o melhor capítulo é o segundo, onde o Arata do mundo real tem que enfrentar vários problemas na escola, e somos apresentados a parte do seu passado.

O humor também é muito familiar a quem assiste muitos animes e lê muitos mangás. Mesmo assim, algumas situações são muito engraçadas. Outra coisa que incomoda é a forma como todo acontece nos momentos em que mais se espera. Se um personagem se pergunta para que serve um artefato, automaticamente, no próximo quadrinho essa pergunta é respondida, ou então quando um personagem tem que se defender, na hora “H” surge uma arma especial mega-poderosa, ou até mesmo uma parte em que os personagens estão cercados, e na hora passa um grupo de peregrinos vestidos todos iguais, prontinhos para deixar os protagonistas se passarem por um deles. De vez em quando tudo bem este tipo de coisa acontecer, mas em O Mito de Arata a freqüência deste tipo de situação é muito grande.

Bom, depois de tacar o pau indiscriminadamente, vamos aos pontos positivos, por que eles existem sim.

A arte, apesar de irregular, é bonita. O traço suave de Yuu Watase remete diretamente aos shoujos, mas com uma boa simplificada. Não temos por exemplo, um quadro realmente marcante neste volume. Além disso, algumas passagens são um pouco confusas devido a própria narrativa visual, mas nada que não possa ser contornado. No quesito design de personagens, nota-se um capricho nas personagens femininas, nos lembrando mais uma vez que estamos lendo um mangá de uma autora de shoujos. Dos personagens masculinos, o Arata Hinohara é o meu preferido. Achei o desenho dele bem mais legal do que o do outro (apesar de serem iguais, só muda o cabelo e as roupas).

Além disso, temos como ponto positivo algumas passagens de humor, como já dito, e também alguns paralelos que Hinohara traça, como quando ele diz que humanos traem e são egoístas em qualquer mundo. Isso pode ser muito bem utilizado nos próximos volumes pela autora. Não seria legal se o Arata preso no nosso mundo passasse por situações complicadas, mesmo sem a existência da guerra e da violência presente diretamente na vida do outro Arata? Aliás, acho que provavelmente a autora vai usar isso, já que o Arata que está no Japão vai freqüentar a escola passar por tudo que o outro passava.

Um outro ponto que me incomodou foi o fato de que as pessoas que conviviam com seus respectivos Aratas não notam que seus cabelos estão de tamanhos diferentes e até de
outra cor! Apenas dizem que ele deve ter perdido a memória ou enlouquecido.

Agora, quanto ao trabalho de tradução da Panini, nota dez para a tradutora Karen Kazumi. Os honoríficos estão todos lá e os diálogos ficaram muito fluídos. Quanto ao acabamento, nada além do normal, formato grande, como o do Naruto normal (não o Pocket), capa interna colorida e papel mais ou menos. Mesmo sem páginas coloridas, o preço ficou em R$10,90. De extras, algumas tirinhas ( engraçadas, faz tempo que eu não via tirinhas extras realmente engraçadas) feitas pelas assistentes de Watase.

Mesmo com todos os problemas, Arata tem potencial, restando saber se a autora soube aproveitá-los nos próximos volumes. O mundo de fantasia tem alguns cenários interessantes, mas acho que vai precisar dar uma melhorada boa nos desenhos para os próximos volumes para convencerem como algo original, algo que em nenhum momento até agora, O Mito de Arata foi. No entanto, a leitura é fluída e despretensiosa, servindo bem como um passatempo. Mas espero que no futuro essa história me traga mais do que isso.

O Mito de Arata – Vol. 1
Páginas: 210
Editora: Panini
Periodicidade: Bimestral
Nota: 6,0